GOVERNANÇA NA RELAÇÃO COM FORNECEDORES

Para ampliar sua participação no mercado as empresas dependem, cada vez mais, do relacionamento com terceiros. Se há alguns anos, os fornecedores ofereciam serviços básicos e eram vistos como uma alternativa para reduzir custos, hoje eles se tornaram verdadeiros parceiros estratégicos, participando até mesmo da atividade-fim das empresas. Essa mudança de cenário exige que toda a cadeia de fornecedores seja gerida com controle e transparência. De acordo com o estudo global da Deloitte “Foco no futuro: Governança de Terceiros e Gestão de Riscos”, 53% dos entrevistados constataram um aumento significativo na requisição de terceiros, confirmando a tendência de crescimento nessa relação. Por outro lado, apenas 20% das organizações aperfeiçoaram seus sistemas e processos visando aprimorar a governança de terceiros. Mais da metade espera que a jornada para alcançar a maturidade na relação com o contratado seja de, no mínimo, dois a três anos.

Há, portanto, muito a avançar. “O contratante precisa ter a tranquilidade de saber que não está associando sua imagem a quem não cumpre suas obrigações. As empresas querem ser vinculadas a empresas idôneas e comprometidas com as melhores práticas de governança”, explica Fernando Azar, sócio de Consultoria Tributária de Deloitte.

Assim, há que se considerar o importante papel das Ouvidorias na estrutura de Governança da instituição, como um canal legítimo para receber reclamações e denúncias relacionadas à cadeia de fornecimento. Caso estas estruturas não existam, corre-se o risco de comprometer a imagem da instituição perante os seus clientes, em função de falhas no processo que não estão diretamente ligadas à empresa, mas ao parceiro, aos fornecedores.